Começando Quinta/Sexta
O festival aconteceria no final de semana de 19 a 21 de agosto de 2011, estava à procura de uma vaga há dois meses, desde quando morando em Londres, mas todas já haviam esgotado. 24 horas antes do Festival fui praticar na Unidade Dom Luís em Fortaleza. Assim que chego à escola fui informada que ocorreu um imprevisto com uma das instrutoras e eu poderia substituir a sua vaga. Meu coração explodiu de emoção e felicidade, mas ao mesmo tempo tentei diminuir minhas expectativas, pois estava muito em cima da hora e poderia não dá certo, não sabia se os tickets estariam caros, se haveria vagas no vôo, etc. PS.: Tenho levado tanto na cara com meu hiper altruísmo/otimismo de achar que tudo dará certo; sabe aquela velha historia que expectativas geram frustrações?. Consegui abaixar meu faixo e no final das contas já estava embarcando para São Paulo sem muito estresse, logo após um jantar maravilhoso com amigos que não via a tempos em Fortaleza, deixando minha irmã que mora longe de mim e que eu morro de saudades. Chegamos sexta feira, dia 19 em SP às 5 da matina, alugamos uma van e fomos direto ao hotel que fica localizado em Atibaia, uma região serrana a duas horas da big city de São Paulo. Todos nós tínhamos virado a noite por conta da viagem de madrugada, mas não perdemos a energia e disposição para curtir o final de semana. O hotel chama-se Estância de Atibainha (ver http://www.hotelestanciaatibainha.com.br/), uma mega estrutura, cheio de chalés e uma vista maravilhosa.
Chalés !!
Piscina térmica...!
A vista... Linda..!!
Fizemos o check-in e logo vi um pavão lindíssimo. Aquele bicho me olhou e gostaria muito de não assustá-lo, pois percebi sua atenção focalizada em mim para entender se eu sou ou não um perigo (tão parecido com nós humanos, normalmente agimos assim com pessoas que não conhecemos; depois os animais que são irracionais.....). Continuando... Após alguns segundos, acreditem, comecei a sentir uma sintonia entre o bicho e eu. Resolvi tentar entrar no mundo dele. Comecei a sentir e presenciar como o pavão que estava a minha frente. Logo, desculpem a palavra deselegante, me ACOCOREI! Kkkkkkk Lembro do meu pai sempre falando: “Minha filha, em terra de sapo, de cócoras com eles!”. Se não me agachasse não me igualaria ao bicho assim não tendo a oportunidade de entrar nesse plano mais terrestre que todos esses animais vivem. Fazem os índios dessa forma ao se comunicar com as crianças. Senti o chão ficando mais denso e que todas as pequenas plantas tornavam-se de uma proporção bem maior, elas eram minhas novas “árvores”. Aquele animal belíssimo me cativou pela sua energia oponente que não poderia passar despercebida. São as beldades do mundo animal. Me fez lembrar, The Cult of Beauty, uma exposição realizada em Londres no V&A Museum sobre a beleza.1
No chalé, dividi com dois amigos da unidade de Fortaleza, assim tendo a oportunidade de presenciar e conhecer melhor duas pessoas que não conhecia o suficiente anteriormente. Essas coisas, só acontecem em festivais! Muito bacana.
Logo após fui à piscina e acabei tirando uma soneca (no sol!) descansando para primeira prática que escolhi, a qual se chamava a Dança de Shiva, com a Profª Maria Helena Aguiar. Já havia passado por essa experiência anteriormente e me apaixonei! Ou melhor, revelei-me. Primeiro ela começa a explicar como a dança nos desenvolve para conquistarmos a meta.² Sempre acreditei nisso, pois consigo encontrar meu eu mais profundo (Púrusha³) enquanto danço. (Quem me conhece sabe!). A segunda parte solta uma música bem alta e todos começam a dançar como se ninguém estivesse olhando. Você tem que ir interiormente e se livrar de todas as amarras. Tocou aquela música: “Abra suas asas, solte suas feras... caia na gandaia, entre nessa festa!”. Pode parecer brega, mas quero saber quem tem a coragem de realmente se “passar”!! Haha... Daí em diante foi só alegria e eu me esbaldei desde o inicio do festival. ;) Parti para outras práticas, voltei para o quarto e pasmem! Dormi ate 2.30h da manha (perdi jantar, a abertura oficial, o show de coreografias, soube que teve até um desfile!). Acordei rápido coloquei uma roupa, desci porém o mais importante (pra mim!) é que a festa estava rolando em frente a piscina a céu aberto, escutando um eletrônico que eu adoro! Fiquei tão lisonjeada de estar em um hotel com mais de 500 pessoas, todas praticantes de Yôga, jovens, bonitas, saudáveis (não usam nenhum tipo de droga, inclusive o álcool) e ainda baladeiras!!! Hahaha Eis o meu lugar. O pessoal de SP (como toda cidade cosmopolita) são hiper animados, ficamos dançando, tirando onda até as seis da manhã. Conheci pessoas maravilhosas! ..
Dormi feito um anjo... até meio dia de sábado.
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1. The Luxure Magazine (www.luxuremagazine.com), The dangerous beauty issue.
Para comprá-la: http://www.pineapplemedia.com/browse/?id=41&ttl=Luxure&lang=en&passive=1
2. A meta do Yôga é alcançar o Samádhi; estado de hiper consciência, mega lucidez no qual nos conduz ao autoconhecimento.
3. O termo Púrusha, que designa o espírito, significa literalmente o “homem”; Púrusha é a essência individual do homem.

2 comentários:
Que massa Alix; e cada novo Festival é um novo diário de bordo, porque as experiências são sempre múltiplas e renovadas!!
Beijos!!!
Hehe Alix querida amei a ideia do diário de bordo. Fico feliz com a sua felicidade. Beijos da Marcia
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